segunda-feira, 9 de março de 2009

Ishikawa Sensei



No final deste mês, estará em Curitiba (25 a 28 de março) e em São Paulo (29 de Março) Tadao Ishikawa Sensei.

Conforme informações do link abaixo:
http://www.danielkossmann.info/curitiba_ki_society/

Tadao Ishikawa Sensei - diretor da Ki No Kenkyukai (Ki Society International) e Instrutor Chefe no Tohei Gakuen (Ki-Aikido Institute, em Tochigi-Ken, Japão), onde ensina Ki, Shinshintoitsu Aikido e Shodo.

Tadao Ishikawa Sensei iniciou a pratica de Aikido aos 15 anos de idade. Completou 70 anos no dia 30 de dezembro de 2009. 
Aluno direto de Tohei Sensei, é faixa preta, 8° Dan em Ki Aikido e grau máximo (Okuden) em desenvolvimento de Ki, e 10° Dan em Shodo, a arte da caligrafia japonesa. 
Atualmente ocupa o cargo de Diretor da Ki No Kenkyukai (Ki Society International), é ele que emite os certificados de aprovação da Ki No Kenkyukai. É examinador dos exames de graduação de Dans e juiz principal da Taigi Competition. É Instrutor chefe no Tohei Gakuen (Ki Aikido Institute, Tochigi-Ken, Japão), onde ensina desenvolvimento de Ki, Ki Aikido e Shodo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Princípios do ki-aikido: O Ponto Um

O Sensei (mestre) Koichi Tohei pratica e ensina o aikido enfatizando a unificação de mente e corpo (shin shin toitsu do). Esta vertente do aikido ressalta o desenvolvimento do ki - energia universal que preenche e se propaga por todo o universo em partículas infinitamente pequenas e que é a energia vital de todos os seres.
A mente move o corpo e este é o reflexo material, palpável, da mente.
Tohei Sensei divulga regras ou princípios para a unificação de mente e corpo. A primeira delas é manter a concentração no Ponto Um. Este ponto está localizado na parte inferior do abdomen, três dedos abaixo do umbigo. É um ponto imaginário no corpo, com o menor tamanho possível, mas um ponto físico no qual devemos "ancorar" a mente, permitindo com isso que as ondas de pensamento se acalmem e interrompam o processo de divagação aleatória, no tempo e no espaço.
Esta ligação da mente com o Ponto Um, no corpo, faz com que todo o nosso ser passe a focar o momento presente, o AGORA: isso nos dá a calma para perceber o universo à nossa volta e nos deixa prontos para agir imediatamente, com calma e velocidade, completamente relaxados e sem necessidade de força muscular.
Quando consideramos o universo como um círculo infinito, com um raio infinito, podemos concluir que o centro do universo pode estar em qualquer ponto do mesmo. Ao colocarmos este centro em nosso Ponto Um nos tornamos, neste instante, o centro do universo. Quando o corpo se move a partir do Ponto Um, toda a energia do universo se move à sua volta, a partir do centro. Este movimento tem perfeita estabilidade e energia (ki) que cresce e se propaga infinitamente tornando-se, portanto, invencível.
"Unificar mente e corpo e ser uma coisa só com o universo, este é o propósito final do meu treinamento". Assim no ensina Koichi Tohei Sensei.

acp.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O Aikidô e a paz



Ao falarmos sobre as dificuldades de se fazer a paz no mundo, costumamos nos referir às guerras entre nações, grupos religiosos, correntes políticas e interesses econômicos. Lembramos também da violência urbana, da intolerância e da segregação social que essas guerras geram.
Mas eu gostaria de abordar a paz por um outro ângulo, desviando por um momento a atenção focada nas relações sociais para o que está acontecendo no nosso corpo e mente, e então fazer um questionamento a partir deste ponto de vista.
Como podemos procurar a paz fora de nós, se estamos em um constante conflito interno?
Como podemos pensar em inclusão, se muitas vezes excluímos parte de nós mesmos, dando mais atenção e cuidados à mente do que ao corpo, ou vice-versa?
Algumas perguntas precisam ser feitas. Existe paz dentro de mim? Em meu corpo físico e mental? Percebo meu coração disparado, a respiração presa de susto e de medo? E como poderia sentir paz nos músculos e nas articulações? Nos ombros, na boca, nos dentes, no apoio dos pés no chão? São perguntas que envolvem respostas complexas.
O Aikidô oferece instrumentos práticos para lidar com essas questões. Através de exercícios simples, com feedback imediato, o praticante começa a perceber, em seu corpo e em seu estado mental, uma verdadeira guerra interna entre mente e corpo. Somente a consciência dessa dissociação pode alterar este estado, e assim podemos alcançar a paz interior - atributo que, uma vez conquistado pelo praticante, pode ser acessado sempre que se desejar.
Mas manter esta qualidade é um esforço diário que requer muita atenção e força de vontade. Sem dúvida, é muito mais fácil acessarmos o ódio em uma situação de pressão. Estamos acostumados a usar este recurso por causa medo que existe em nós. O medo é a grande força motriz da raiva. Quando experimentamos outras opções de resposta, percebemos que muitas vezes, em nosso dia-a-dia, lançamos mão de atitudes opostas ao que chamamos de paz. Neste sentido, o Aikidô é um poderoso aliado na busca pela paz. Quando estamos em paz com nós mesmos podemos estender isso ao próximo e, aí sim, poderemos pensar na paz num sentido bem mais amplo.
Aikidô significa O Caminho da Harmonia com o Universo. Fazer dos seres humanos uma só família é o objetivo desta arte, também chamada de A Arte da Paz.

Edival

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Posturas de Bokken

Adicionei na parte de downloads um documento com algumas posturas de Bokken:
- Chudan no Kamae
- Seigan no Kamae
- Jodan no Kamae
- Gedan no Kamae
- Hasso no Kamae
- Waki Gamae

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Oito artes básicas

Abaixo segue a listagem das oitos artes básicas treinadas nas aulas de sábado:
1 - Shomenuchi Kokyunage (Classic)
2 - Yokomenuchi Shihonage Irimi
3 - Yokomenuchi Shihonage Tenkan
4 - Munatsuki Koteoroshi
5 - Katatori Nikkyo Irimi
6 - Katatori Nikkyo Tenkan
7 - Ushiro Katatedori Kubishime Sankyo
8 - Ushirodori Kokyunage Zempo





Feliz 2009

A todos - praticantes de Aikidô, leitores do blog e amigos da Sociedade de Ki de Belo Horizonte - que este seja um 2009 repleto de realizações, saúde e paz.


domingo, 21 de dezembro de 2008

Boas festas e um ótimo 2009




Estaremos de férias até 12 de janeiro.
Aproveito para desejar a todos um final de ano com muito Ki, paz e saúde.
Estas fotos, feitas pelo Antônio, são da aula de encerramento de 2008.
Um abraço!
Edival

sábado, 6 de dezembro de 2008

Encerramento do ano

Sábado, dia 20/12, de 08:00 às 12:00 será a aula de encerramento do ano de 2008. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Simplesmente caminhe!



Algumas vezes chegam iniciantes querendo saber em quanto tempo eles se graduariam na faixa preta. Eu sempre conto o caso do discípulo que pergunta para o mestre em quanto tempo ele será bom na arte.
O mestre diz: vinte anos.
O aluno insiste: e se eu treinar duro, sem descanso, muitas horas por dia?
E o mestre: trinta.
Tem um blog é muito legal. Sempre vou lá: http://pensandozen.blogspot.com/
O texto abaixo é dele. Tem tudo a ver com praticar um dia depois do outro. Confiram!


Tudo em nossa vida pode ser simplesmente uma obrigação, ou pode ser uma maneira de seguir o caminho.
Três operários trabalhavam numa obra, quando um homem aproximou-se.

“O que você está fazendo?“ perguntou ao primeiro operário.
“Estou ganhando a vida!“, disse, mal humorado.

O visitante virou-se para o segundo operário e fez a mesma pergunta. “Estou quebrando pedras”, respondeu ele.

Finalmente, o visitante se aproximou do terceiro homem e fez a mesma pergunta.
“Estou construindo um templo”, foi a resposta.

Os três faziam a mesma coisa. Mas apenas o terceiro compreendia verdadeiramente sua tarefa.

“Quando alguém pergunta: Qual o caminho? O Zen responde: “Simplesmente caminhe!”

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ACEITAÇÃO



Tem um pensamento Zen que diz assim: se você não quer que suas vacas fujam, derrube as cercas.
Acho esta frase de uma sabedoria incrível. E podemos aplicar esta idéia no Aikidô e na vida.
Quando temos alguma expectativa que desejamos que seja cumprida, passamos a não aceitar a realidade tal como ela se apresenta. De que serve ficar consertando as cercas e nos ocupando de vigiar as vacas? Se elas fossem livres, não teriam para onde fugir. Fugir, neste caso, não faz o menor sentido, já que podem ir a qualquer lugar.
O importante é a mudança na nossa atitude e o que resulta disto. Quando mudamos nossa forma de lidar com o desejo de tentar controlar as coisas, algo acontece, e simplesmente aceitamos os fatos com eles são. Aceitamos e respeitamos o desejo do outro. Notem que isto não quer dizer passividade ou conformismo, mas sim a capacidade de reconhecer o desejo do outro e fluir com ele.
No Aikidô não é diferente. Quando aceitamos sem julgamentos ou expectativas o ataque que chega, conseguimos lidar com ele de uma maneira mais harmônica. Tudo isto porque não queremos enquadrar a realidade em uma forma pré-concebida. O que vier é bem-vindo.

Edival

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Quem é o inimigo?


Há alguns anos participei de um seminário muito interessante. O ministrante, cujo nome me falha à memória, era um japonês que mora no Rio, mestre em esgrima e outras artes como Aikidô e Karatê. Minha impressão é que, como muitos que ficam isolados, ele acabou criando um estilo próprio e sui generis.

Mas o que me chamou a atenção, além de sua agilidade e poder (apesar da aparente estrutura franzina), foi sua calma e sua visão profunda de várias artes marciais.

Entre muitas falas dignas de nota, ele disse algo mais ou menos assim: antigamente, os guerreiros sabiam muitas artes. Sabiam montar e atirar fechas em movimento. Se as flechas acabavam, dispunham da lança, mas se esta quebrava, eles empunhavam a espada, longa ou a curta, conforme a necessidade. Perdendo estas, ou dependendo da situação, muniam-se do punhal e, mesmo sem este, sabiam muitas técnicas usando apenas as mãos. Porém, mais do que vencer, eles queriam sobreviver. Vencer significava que um dia você poderia estar no outro extremo, ou seja, você poderia morrer. Apesar de não temerem a morte, os Samurais definitivamente queriam antes de tudo sobreviver. Mais do que matar, o fundamental era estar vivo.

A pergunta que me faço é: o que é sobreviver nos tempos atuais?

Infelizmente, hoje em dia o homem desenvolveu muitas formas de matar. Formas mais eficientes e implacáveis. Armas altamente sofisticadas são usadas a esmo no crime organizado pelo mundo afora. Armas de destruição em massa são as vedetes no comércio bélico mundial. Genocídios são cometidos usando armas socialmente aceitas e amparadas por políticas econômicas cruéis e insensíveis. Então o que poderia mudar esta dura realidade?

Penso que, no âmbito da nossa prática, o que podemos fazer é desenvolver uma percepção mais sutil e profunda do nosso ser. Assim não levaremos adiante a lógica do vencer ou perder. No meu entedimento, pode haver uma solução harmoniosa que não opere com estes parâmetros maniqueístas. Daí a minha admiração pela prática dos Taigis, nos quais o que está em jogo é a qualidade da interação entre nage e uke. Muito mais do que alguém que faz algo ao outro, nage e uke são um só, e, assim, um com o universo.

Acabo concluindo que, paradoxalmente, as artes marciais podem lidar com referências de luta e guerra, mas não fomentar a violência. Esta é a grande evolução das artes marciais. Morihei Ueshiba, Ô Sensei, não formatou uma arte marcial para a paz? É o Jitsu cedendo lugar ao Dô, é a arte marcial como caminho para a evolução da consciência. A arte marcial como caminho espiritual, e cada vez menos como instrumento para subjugar o outro ou mesmo se defender. Defender-se de quê? De quem? O inimigo somos nós mesmos. Nossa desconexão entre mente e corpo. Nossos medos e ódios. Nossa mente da discórdia e da ignorância.

Edival

Taigi - observações

O propósito do TAIGI é demonstrar a unificação de mente e corpo que aprendemos no Dojo e na vida diária.

Quando em uma competição de TAIGI, os juízes observam o estado de unificação de mente e corpo em cada movimento, não apenas na técnica, mas também no cumprimento, na forma de andar e até no Ma-ai (distância correta). Os pontos a serem observados são: Equilíbrio, Rítmo e Amplidão

Equilíbrio - Significa a postura com unificação de mente e corpo. Se você tenta projetar o parceiro com força, acaba ficando tenso e sem equilíbrio. O corpo balança para os lados e para cima e para baixo quando você se movimenta. Entretanto, se vocÊ acalma a mente no ponto um no abdomêm e se move a partir deste ponto, a postura se torna estável sem nenhum tipo de balanço, independente de quão forte ou rapidamente se move.

Rítmo - Significa "rítmo natural" como o nome sugere. Se você tenta projetar o parceiro forçosamente,o seu rítmo fica agitado, Pelo outro lado, se você não usa muita intensão, seu rítmo fica vagarose e sem nenhum Ki. Mover com unificação de mente e corpo sempre tem um rítmo natural.

Amplidão - Significa a completa extensão de Ki. Quando um mestre age, ele parece muito grande. Da mesma forma, quando os praticantes expandem o Ki, a sua performance parece muito ampla, grande. Se sua mente se apegar à idéia de tentar executar uma ótima performance, o Ki não se expande e a performance irá parecer pequena. Quando seu movimento parece relaxado e grande, sua técnica ira funcionar. Apenas observando a amplidão dos movimentos dos participantes de uma competição de TAIGI, já se é possível entender a unificação de mente e corpo.