quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Foto Seminário de Ki Aikido - Curitiba 2017















Favor clicar na foto para ampliar a mesma.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Aula de Desenvolvimento de KI - Belo Horizonte

Aula ocorrida em 05 de Setembro de 2017.

Favor clicar na foto para ampliar a mesma.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Seminário de Ki Aikido 2016 - Foto


Foto postada por Kashiwaya Sensei via Facebook. Seminário ocorrido na cidade de Curitiba em 2016.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Sun Tzu e O'Sensei - Derrotar o Inimigo sem Lutar

Já dizia Sun Tzu na sua obra "A Arte da Guerra": “A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.”



Mas quem é o nosso verdadeiro inimigo senão nós mesmo. E por que lutamos contra nós mesmos?

Uma das propostas que eu apredi com a prática do Aikido é que nossa luta interna é mental. Nossa mente ou está presa à fatos do passado (apegos), ou está pensando e planejando ações futuras (desejos). Raramente a nossa mente se encontra onde está nosso corpo, que é o presente. Estes apegos e desejos nos colocam em estados de conflitos. Dependendo da intensidade e quantidade destes estados de conflitos internos, isto acaba se refletindo no corpo. Se nossa mente não trabalha junto com o nosso corpo, nosso corpo também passa a não atender a nossa mente. Lutamos contra nós mesmos.

O Aikido nos mostra algumas "ferramentas" para acabarmos com estas lutas internas. Unificar mente e corpo, trazendo nossa mente para o presente e tomando plena consciência de todas as partes do nosso corpo. Conhecer nossos limites atuais e traçar estratégias para superá-los. Relaxar completamente, mas um relaxamento das nossas tensões internas e externas. Mostrar o verdadeiro caminho das nossas intenções, deixando bem claro nossas ações e reagindo na correta medida dos obstáculos que enfrentamos. Há ainda outras tantas ferramentas, mas já é suficiente para se ter uma ideia.

Quanto praticamos Aikido, precisamos parar de lutar contra nós mesmos para poder responder aos "ataques" externos. Se não estivermos presentes de mente e corpo no dojo, não conseguimos dar uma resposta adequada aos ataques propostos. Quando começamos a enter isto, começamos a derrotar o nosso maior inimigo, nós mesmos. E não há necessidade de lutar para se conseguir isto, basta começar a se conhecer e praticar o Aikido e suas "ferramentas".

Ao chegarmos neste ponto, conseguimos entender a suprema arte da guerra. Que nas palavras de O'Sensei Morihei Ueshiba: "masakatsu agatsu katsuhayabi", ou seja, "a vitória verdadeira é a vitória sobre si mesmo".



terça-feira, 13 de junho de 2017

sábado, 10 de junho de 2017

quinta-feira, 8 de junho de 2017

quarta-feira, 23 de julho de 2014

SEMINÁRIO NACIONAL DE KI-AIKIDO 2014


SEMINÁRIO NACIONAL DE KI-AIKIDO 2014
COM KOICHI KASHIWAYA SHIHAN | CURITIBA - PR
SHUKIKAN DOJO tem o prazer de convidá-los para o
Seminário Nacional de Ki-Aikidocom Koichi Kashiwaya 
Shihan, 8º Dan Shinshin Toitsu Aikido. 
Koichi Kashiwaya nasceu no Japão, atualmente vive nos
EUA como principal representante do Ki-Aikido no 
Ocidente; discípulo direto de Koichi Tohei - fundador do 
Shinshin Toitsu Aikido.

AULAS PARA INSTRUTORES
apenas para instrutores de Shinshin Toitsu Aikido
Dias 14 e 15 de agosto

SEMINÁRIO NACIONAL DE KI-AIKIDO
aberto a todos os interessados
Dias 16 e 17 de agosto

Valores: 
Aulas para instrutores + Seminário (4 dias): R$ 400,00
Seminário (2 dias): R$320,00 (pagamento até dia 05/08)

Ou escreva para: contato@shukikan.com.br


Fonte: http://www.kiaikido.com.br/

segunda-feira, 22 de abril de 2013

DOJO ESCOLA DA SERRA


Aulas para adultos (terças e quintas às 19h30 e aos sábados às 8h) e 
infantil (aos sábados às 10h).
O endereço do dojo Escola da Serra é rua do Ouro, 1900 - Serra. 
Venham conhecer o espaço e fazer uma aula experimental.



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Até Breve Angela Sensei


Tenhamos um espírito universal, que ama e protege toda a criação
e ajuda todas as coisas a crescer e desenvolver. -  Tohei Sensei

Angela Sensei, obrigado por cada ensinamento, sorriso e paciência durante nossos treinos.

Continue expandindo seu Ki no universo para voltar a nos ensinar quando nos encontrarmos novamente.


O Valor de nossa Existência
Nossa vida nasceu do Ki do Universo. Vamos dar graças por termos
nascido, não como plantas nem como animais, mas como os
senhores de toda a criação. Vamos nos empenhar em realizar
nossa missão, ajudando a guiar o desenvolvimento e a criação do
Universo. -  Tohei Sensei

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Gostaria de desejar a todos boas festas e um ótimo 2013.
Aproveito para informar que o dojô Amae mudou-se para a Escola da Serra (no final da rua do Ouro, número 1900). É que a Fundação Amae vendeu aquela maravilhosa casinha que infelizmente vai se transformar em mais um prédio. É uma pena, mas gostaria de publicamente agradecer aos 4 anos de parceria com a Fundação Amae, 4 anos de uma relação de apreço, respeito e amizade.
Sobre nossas novas instalações só tenho a dizer coisas boas. A Escola da Serra tem um ótimo espaço no auditório para os tatames, além de uma quadra coberta perfeita par aulas de espada e bastão.
Como estamos em recesso pelo final do ano e de férias em janeiro, retomaremos as aulas no começo de fevereiro.
Um grande abraço!
Edival

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Seminário de Ki Aikidô 2012 - Koichi Kashiwaya Sensei

Pessoal, repassando o post no blog http://kiaikidocuritiba.blogspot.com.br/


"Olá amigos e alunos, Temos o prazer de convidá-los a participar da vinda no Brasil de Koichi Kashiwaya Shihan, 8º Dan Shinshin Toitsu Aikido. Em Curitiba, teremos um Seminário de Shinshin Toitsu Aikido (dias 24 e 25/11), aulas para instrutores de Shinshin Toitsu Aikido (dias 26, 27 e 28/11) e dois workshops de Takegiri (dia 01/12 para praticantes de artes marciais, dia 02/12 para um público aberto). Agende-se! VAGAS LIMITADAS Valores: Seminário de Shinshin Toitsu Aikido (dias 24 e 25/11): R$ 140,00 (instrutores acompanhados de 4 alunos ou mais estão isentos) Aulas para instrutores de Shinshin Toitsu Aikido (dias 26, 27 e 28/11): R$ 140,00 Workshop de Takegiri (dia 01/12  ou dia 02/12): R$ 140,00 (por dia) Pacote Seminário de Shinshin Toitsu Aikido + Workshop de Takigiri (1 dia ): R$ 240,00 (para praticantes de Shinshin Toitsu Aikido : R$ 180,00). Local: Rua Nilo Peçanha, 2511 - Sala 9, 1º andar São Lourenço - Curitiba - PR Mais informações por email: kiaikido2012@gmail.com Ou acesse a página no Facebook: http://pt-br.facebook.com/koichikashiwaya2012 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A essência do Aikidô

Achei este artigo em outro blog, mas vale a pena ser compartilhado e lido:

Fonte: http://www.myzentado.com/2011/06/resolucao-de-conflitos-o-aikido-na.html


Resolução de Conflitos: O Aikido na Prática

Por Terry Dobson

O trem atravessava sacolejando os subúrbios de Tóquio numa tarde de primavera. Nosso vagão estava comparativamente vazio: apenas algumas donas de casa com seus filhos e uns velhos indo fazer compras. Eu olhava distraído pela janela a monotonia das casas sempre iguais e das sebes cobertas de poeira.

Chegando a uma estação, as portas se abriram e, de repente, a quietude da tarde foi rompida por um homem que entrou cambaleando no nosso vagão, gritando com violência imprecações incompreensíveis. Era um homem forte, encorpado, com roupas de operário. Estava bêbado e imundo. Aos berros, esbofeteou uma mulher que carregava um bebezinho. A força do tapa fez com que ela fosse cair no colo de um casal idoso. Só por um milagre nada aconteceu ao bebê.

Aterrorizado, o casal deu um pulo e fugiu correndo para a outra extremidade do vagão. O operário tentou ainda dar um pontapé na velha, mas errou a mira e ela conseguiu escapar. Isso o deixou em tal estado de fúria que agarrou a haste de metal no meio do vagão e tentou arrancá-la do balaústre. Pude ver que uma das suas mãos estava ferida e sangrava. O trem seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo. Eu me levantei.

Na época, cerca de vinte anos atrás, eu era jovem e estava em excelente forma física. Vinha treinando oito horas de Aikidô quase todos os dias há quase três anos. Gostava de lutar corpo a corpo e me considerava bom de briga. O problema é que minhas habilidades marciais nunca haviam sido testadas em um combate de verdade. Nós, alunos de Aikido somos proibidos de lutar.

"Aikido", - meu mestre não cansava de repetir, "é a arte da reconciliação. Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o Universo. Se tentarem dominar as pessoas, estarão derrotados de antemão. Nós estudamos como resolver conflitos, não como iniciá-los."

Eu ouvia essas palavras e me esforçava. Chegava a atravessar a rua para evitar os arruaceiros, os pungas dos videogames que costumam vadiar perto das estações de trem. Ficava exaltado com minha própria tolerância e me considerava um valentão reverente, piedoso mesmo. No fundo do coração, porém, desejava uma oportunidade absolutamente legítima em que pudesse salvar os inocentes destruindo os culpados.

- Chegou o dia! - pensei comigo mesmo enquanto me levantava. Há pessoas correndo perigo e se eu não fizer alguma coisa é bem possível que elas acabem se ferindo.

Quando me viu levantando, o bêbado percebeu a chance de canalizar a sua ira.

- Ah! - rugiu ele. ­ Um estrangeiro! Você está precisando de uma lição em boas maneiras japonesas!

Eu estava de pé, segurando de leve nas alças presas ao teto do vagão, e lancei-lhe um olhar de nojo e desprezo. Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele me agredisse primeiro. Queria que ficasse com raiva, por isso curvei os lábios e mandei-lhe um beijo insolente.

- Agora chega! ­ gritou ele. ­ Você vai levar uma lição. ­ E se preparou para me atacar.

Mas uma fração de segundo antes que ele pudesse se mexer, alguém deu um berro:

- Ei!

Foi um grito estridente, mas lembro-me que tinha um estranho timbre, jubiloso e cadenciado, como quando estamos procurando alguma coisa junto com um amigo e ele subitamente a encontra: "Ei!"

Virei para a esquerda, o bêbado para a direita. Nós dois olhamos para um velhinho japonês que estava sentado em um dos bancos. Esse minúsculo senhor devia ter bem mais de setenta anos, e vestia um quimono impecável. Não me deu a menor atenção, mas sorriu com alegria para o operário, como se tivesse um importantíssimo e delicioso segredo para lhe contar.

- Venha aqui ­ disse o velhinho num tom coloquial e amistoso. ­ Vem aqui conversar comigo ­ insistiu, chamando-o com um aceno de mão.

O homenzarrão obedeceu, mas postou os pés beligerantemente diante dele e gritou por cima do barulho das rodas nos trilhos:

- Por que diabos vou conversar com você?

Ele agora estava de costas para mim. Se o seu cotovelo se movesse um milímetro que fosse eu o esmagaria. Mas o velhinho continuou sorrindo para o operário.

- O que você andou bebendo? ­ perguntou com os olhos brilhando de interesse.

- Saquê ­ rosnou de volta o operário ­ e não é da sua conta! ­ completou, lançando perdigotos no rosto do velho.

- Que ótimo ­ retrucou o velho. ­ Excelente mesmo. Eu também adoro saquê! Todas as noites, eu e minha esposa aquecemos uma garrafinha de saquê e vamos até o jardim nos sentar num velho banco de madeira. Ficamos olhando o pôr-do-sol e vendo como vai indo o nosso caquizeiro. Foi meu bisavô quem plantou essa árvore, e estávamos preocupados achando que ela não fosse se recuperar das tempestades de gelo do último inverno. Mas a nossa arvorezinha saiu-se melhor do que esperávamos, ainda mais se considerarmos a má qualidade do solo. É gratificante olhar para ela quando levamos uma garrafinha de saquê para apreciar o final da tarde, mesmo quando chove!

E olhava para o operário, seus olhos reluzentes. O rosto do operário, que se esforçava para acompanhar a conversa do velhinho, foi se abrandando e seus punhos pouco a pouco relaxando.

- É, é bom. Eu também gosto de caqui... ­ mas sua voz acabou num sumiço.

- São deliciosos ­ concordou o velho sorrindo. ­ E tenho certeza de que você também tem uma ótima esposa.

- Não ­ retrucou o operário. ­ Minha esposa morreu.

Suavemente, acompanhando o balanço do trem, aquele homenzarrão começou a chorar.

- Eu não tenho esposa, eu não tenho casa, eu não tenho emprego. Eu só tenho vergonha de mim mesmo.

Lágrimas escorriam pelo seu rosto; um frêmito de desespero percorreu-lhe o corpo.

Chegara a minha vez. Lá estava eu, com toda a minha imaculada inocência juvenil, com toda a minha vontade de tornar o mundo um lugar melhor para se viver, sentindo-me de repente mais sujo do que ele.

O trem chegou à minha estação. Enquanto as portas se abriam, ouvi o velho dizer solidariamente:

- Minha nossa, que desgraça. Sente-se aqui comigo e me diga o que houve.

Voltei-me para dar uma última olhada. O operário escarrapachara-se no banco, a cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos emaranhados e sebosos.

Enquanto o trem se afastava, sentei-me num banco da estação. O que eu pretendera resolver pela força fora alcançado com algumas palavras meigas. Eu acabara de presenciar o Aikido num combate de verdade, e a sua essência era o Amor. A partir de agora teria que praticar a arte com um espírito totalmente diferente. Muito tempo passaria antes que eu voltasse a falar sobre a resolução de conflitos.

Terry Dobson, o autor e protagonista desta história, foi um dos poucos ocidentais que foram uchi-deshi e aluno direto do fundador do Aikido, Morihei Ueshiba